O mosteiro e a função social da arquitetura religiosa: a Cantiga 45 das Cantigas de Santa Maria

Resumen: D. Alfonso quiso que su obra maestra, las Cantigas de Santa Maria, abarcara todo lo que el hombre ve y siente. Y no hay nada más visto y sentido que la Arquitectura. En especial para nosotros la Arquitectura Religiosa. En la Cantiga 45, el rey sabio nos regala con el relato de milagro en el que un caballero, muy afecto a actitudes vis, quiso reparar sus errores y construir un monasterio dedicado a la Virgen María. Su monasterio tendría todos los comodos y espacios necesarios para la vida monacal.


Resumo: D. Afonso quis que sua obra maestra, as Cantigas de Santa Maria, abarcasse tudo que o homem vê e sente. E não há nada mais visto e sentido do que a Arquitetura. Em especial para nós a Arquitetura Religiosa. Na Cantiga 45, o rei sábio nos presenteia com o relato de milagre no qual um cavaleiro, muito afeito a atitudes vis, quis reparar seus erros e construir um mosteiro dedicado à Virgem Maria. Seu mosteiro teria todos os comodos e espaços necessários para a vida monacal.


Abstract: D. Afonso wanted his obra maestra, the Cantigas de Santa Maria, to encompass everything that man sees and feels. And there is nothing more seen and felt than Architecture. Especially for us Religious Architecture. In Cantiga 45, the wise king presents us with a miracle report in which a knight, very affectionate to bad attitudes, wished to repair his errors and build a monastery dedicated to the Virgin Mary. His monastery would have all the comforts and spaces necessary for the monastic life.


Palabras-clave: Cantigas de Santa Maria – Arquitectura medieval − Monasterio − Edad Media.


Palavras-chave: Cantigas de Santa Maria – Arquitetura medieval – Mosteiro – Idade Média.


Keywords: Cantigas de Santa Maria − Medieval architecture – Monastery − Middle Ages.



A Cantiga 45 das Cantigas de Santa Maria


A Cantiga 45 narra a história de um cavaleiro rico e fidalgo que vivia em meio à violência.


Seus vizinhos muito mal diziam dele: não privava de suas crueldades mãe e filho, casa ou igreja, homem ou mulher. Mas, em determinado momento de sua vida, reparou que muito pecou e, por isso, pensou em construir um mosteiro. Durante a refeição, imaginou a construção: seria completa para albergar confortavelmente de 50 a 100 monges com todos os cômodos necessários para isso. Após comer, saiu à procura de um local em seu feudo para a realização do intento. Mas, infortunadamente, uma dor lancinante e fatal acometeu-o antes de iniciar seu empreendimento. Rapidamente, demônios tomaram sua alma e um grupo de anjos interveio: alegaram que a alma pertencia à Virgem, pois um mosteiro o cavaleiro arrependido decidiu construir para se redimir dos pecados. Os demônios retrucaram que o nobre foi vil e cruel durante toda sua vida, mas os anjos, sem tardar, foram à Virgem pedir conselho. Esta, desejosa de que o mosteiro fosse construído, suplicou a seu Filho, Jesus Cristo, que salvasse a alma do nobre. Com o consentimento Dele, a Virgem pediu aos anjos para retornarem e livrarem dos demônios aquela alma. Os anjos, então, tomaram o corpo do morto e esse reviveu. O ressuscitado não apenas edificou o santuário como passou a viver em castidade nele.


Os versos originais da canção nos mostram que o mosteiro era um locus autossuficiente. Trecho do relato de milagre da Cantiga 45 em galego-português medieval:


E, porque sempre os bõos | lle davan mui gran fazfeiro

do muito mal que fazia, | penssou que un mõesteiro

faria em bõa claustra, | igreja e cymiteiro,

estar e enfermaria, | e todo em ssa herdade.[1]


Tradução da autora:


Porque sempre os bons o repreendiam

devido às maldades que praticava, pensou que um mosteiro

faria com um bom claustro, igreja, cemitério,

hospedaria e enfermaria. Tudo em sua propriedade.


Imagem 1

Afonso X. Cantiga 45. Cantigas de Santa Maria. Códice Rico. Dois folios com iluminuras de página inteira. Arquivo pessoal.


Imagem 1a

Vinheta 04 do verso do folio da Cantiga 45.



Ordo social da Idade Média: a cavalaria


O fidalgo cavaleiro da Cantiga 45 era afeito à “arte da guerra”... não foi diferente de seus pares. A Cavalaria fazia parte de uma ideia de ordo social compartilhada por alguns pensadores medievais. Segundo ela, existia uma divisão em Três Ordens bem delimitadas entre si e composta de camponeses (laboratores), nobres cavaleiros (bellatores) e os religiosos (oratores).[2] Como afirmou o próprio rei Afonso X (1221-1284) na sua obra legislativa, Las Siete Partidas:


Os defensores são um dos três estados porque Deus quis que se mantivesse o mundo: e assim como aqueles que rogam a Deus pelo povo são chamados oradores e os que lavram a terra e fazem aquelas coisas que permitem aos homens viver e manter-se, são chamados lavradores, outrossim, os que têm de defender a todos são chamados defensores. Portanto, os antigos houveram por bem que os homens que fazem tal obra fossem muito escolhidos porque para defender são necessárias três coisas: esforço, honra e poderio. [grifos meus][3]


As Ordens estavam estreitamente ligadas, dependiam umas das outras e os nobres cavaleiros tinham uma privilegiada posição. Para Ramon Llull (1232-1315), os cavaleiros eram aqueles que “por nobreza de espírito e por força de armas, possuem a ordem em que estão, para inclinar as pessoas ao temor” e, por isso, “têm o ofício de manter a justiça”. O filósofo continua e explica as atribuições dos indivíduos agraciados com o título daquela Ordem:


Não é bastante para a grande honra que pertence ao cavaleiro a sua escolha, o cavalo, as armas e o senhorio, mas é mister que tenha escudeiro e troteiro que o sirvam e cuidem dos seus cavalos; e que as gentes lavrem, cavem e arranquem a maleza da terra, para que dê frutos de que vivam o cavaleiro e os seus brutos; e que ele ande a cavalo, trate-se como senhor e viva comodamente daquelas coisas em que os seus homens passam trabalhos e incomodidades.

Correr em cavalo bem guarnecido, jogar a lança nas liças, andar com armas, entrar em torneios, fazer tablas redondas, esgrimir, caçar cervos, ursos, javalis e leões e outros exercícios semelhantes, pertence ao ofício de cavaleiro. [grifo meu][4]


Mas, na realidade, as coisas eram um tanto diferentes: no texto da Cantiga 45, por exemplo, o cavaleiro, nobre senhor feudal, ao invés de proteger a comunidade, tornou-se emblema do terror e da injustiça entre seus servos, vassalos e para aqueles que residiam em seu senhorio: “sempre os bons o repreendiam devido às maldades que praticava”. Sua postura era contrária àquela esperada do integrante da ordem de cavalaria que “defende” a ordem social vigente.[5]


Este tipo de postura da cavalaria medieval foi extensamente documentado em textos e representado em imagens. As disputas em torneios, citada por Ramon Llull acima, foi uma das atividades distintivas dos cavaleiros, porém, ao invés de esgotar suas energias, estimulavam ainda mais o ambiente agressivo que os envolviam.[6]


Imagem 2

Speculum Virginum. Trier – Alemanha, c. 1200. Cavaleiros em duelo.

Kestner Museum, Hannover – Alemanha.


Ao fundar a Ordem de Cavaleiros da Estrela, Afonso X desejou utilizar sua atribuição como cavaleiro, rei e suserano em prol da crença mariana, ou seja, em nome da Virgem Maria e a favor dela. Mas, sobretudo, instituir a moral cristã em uma Ordem Social que estava imersa na violência e no esbanjamento.


Prática cavaleiresca mais corriqueira do que a de caçar e guerrear era a de banquetear com família e amigos. Johan Huizinga (1872-1945), em sua obra O Outono da Idade Média, expôs uma interessante perspectiva a respeito dos exageros da nobreza cortesã em torno dos banquetes nos séculos finais da Idade Média. Além de tudo ser motivo para o dispêndio de grandes somas na realização de ostentosos banquetes e festas, o autor explica que este foi apenas um dos costumes daquela vertente social que vivia embebida na ociosidade, visto que apenas recebia (e gastava) o fruto do duro trabalho alheio.[7]


Tão violenta quanto os embates entre cavaleiros nos torneios foi o hábito corriqueiro da caça com falcões ou cães, também citada por Ramon Llull acima. Diversão da nobreza, a caça era praticada nas pastagens e bosques que faziam parte dos domínios senhoriais. Sua prática ajudava a treinar para a guerra, mantinha a disposição física e possibilitava momentos de distração que podiam durar um dia inteiro.


Na obra De Arte Venadi Avidus (A arte de caçar com falcões) do imperador germânico, Frederico II (1194-1250) estão algumas das mais famosas iluminuras que representam a caça com falcões. As Cantigas de Santa Maria também representam o universo em torno deste tipo de caça e sua nobili genere natus, afinal a estirpe real de Afonso X o tornou um apaixonado por aquele entretenimento. As iluminuras historiadas abaixo são referentes a um nobre cavaleiro da Cantiga 44 e ao próprio rei Afonso X na Cantiga 142, respectivamente.[8]


Imagem 3

Cantiga 44. Iluminura historiada de página inteira. Arquivo pessoal.


Imagem 4

Cantiga 142. Iluminura historiada de página inteira. Arquivo pessoal.


O monacato medieval


Anteriormente, ressaltei que os impulsos de guerra dos cavaleiros chegaram a níveis alarmantes e a igreja interveio: utilizou sua força retórica, religiosa e institucional para conter os ânimos cavaleirescos. Mas outra iniciativa foi anterior àquelas do séc. XI: desde o longínquo séc. VI, milhares de homens se encaminharam para a vida monástica.


Imagem 5

Abadia de Monte Cassino. Itália, c. 529. Pátio do claustro.


O “monacato medieval” foi criado por Bento de Núrsia (480-547) na Itália e foi sob seu atento olhar que construíram o primeiro mosteiro nos moldes do monacato Ocidental, o Mosteiro de Monte Cassino, no cume de uma imponente montanha com cerca de 500 metros de altura. Destruído e reconstruído diversas vezes no decorrer da história, sua primeira destruição ocorreu sob um ataque de tropas lombardas poucos anos após a morte de seu fundador.


E, assim, o monacato medieval canalizou o vigor de uma infinidade de homens para um fim mais espiritual e pacífico, os labores do ora et labora, premissa máxima da Ordem Beneditina. Como sugere este detalhe de iluminura das Cantigas de Santa Maria (Imagem 6) no qual o monge está representado em dois de seus momentos, a oração e a produção de manuscritos.[9]


Imagem 6

Cantiga 56. Vinhetas da iluminura. Arquivo pessoal.


Por meio do trabalho e da oração, os monges cumpriam sua função social como oratores e se desviavam das intempestivas práticas dos defensores. Bento de Núrsia, para bem organizar a vida no mosteiro, criou uma regra na qual instituiu normas de convívio e trabalhos cotidianos para os monges e para aqueles que os regiam, os abades. Algumas das proposições são bem específicas para refrear impulsos agressivos:


Capítulo 4 - Quais são os instrumentos das boas obras:


1. Primeiramente, amar ao Senhor Deus de todo o coração, com toda a alma, com todas as forças; 2. Depois, amar ao próximo como a si mesmo; 3. Em seguida, não matar; 22. Não satisfazer a ira; 23. Não reservar tempo para a cólera [...] Não retribuir o mal com o mal; 30. Não fazer injustiça, mas suportar pacientemente as que lhe são feitas; 31. Amar os inimigos; 32. Não retribuir com maldição aos que o amaldiçoam, mas antes abençoá-los; 33. Suportar perseguição pela justiça; 34. Não ser soberbo; 35. Não ser dado ao vinho; 59. Não satisfazer os desejos da carne; 65. Não odiar a ninguém; 68. Não amar a rixa; 69. Fugir da vanglória.[10]


A Igreja, por meio de clamores populares e de normas, controlou e desviou as atividades dos cavaleiros para a Península Ibérica, dominada pelos mouros, e para o Oriente, sob o domínio dos árabes. Mas, desde tempos mais remotos que aqueles das Cruzadas, Bento de Núrsia, a Ordem Beneditina criada por ele e os mosteiros medievais, fomentaram o que foi um dos maiores movimentos de homens da Idade Média.


Neste viés, é fundamental destacar a importância da Arquitetura para a comunidade monacal.[11] A última proposição da Regra de São Bento (Capítulo 4, número 78) lembra aos monges onde se realiza todas suas premissas, “são, porém, os claustros do mosteiro e a estabilidade na comunidade a oficina onde executaremos diligentemente tudo isso”.


O mosteiro foi uma das criações mais originais da Idade Média no Ocidente, seu local de estabelecimento era o campo, lugar no qual a cultura pagã estava entranhada e onde o cristianismo monástico penetrou, desafiador, mas lentamente. Entre os séculos VIII e IX, os monges cristianizaram grande parte das populações pagãs. Atuaram nas fronteiras quase despovoadas e ainda cobertas de florestas da Europa Ocidental para, a partir do séc. XI, entregar ao continente europeu um mundo coberto de santuários, pronto para a reurbanização e para o domínio da Cristandade.[12]


Os homens que formaram a Cristandade medieval tinham seus deveres e foi importante cumprir com honra suas obrigações como seguidores da fé em Jesus Cristo. Assim, a Cantiga 45 conta que o desregrado cavaleiro decidiu construir o mosteiro em suas terras para compensar seus erros e pecados. Sua recompensa foi viver, enfim, uma vida cristã, pois no interior do edifício santo, encontrou abrigo sereno e distante do mundo violento das batalhas: “e fez seu mosteiro, onde viveu em castidade”.[13]


O religioso da Imagem 7 é um símbolo daquela mentalidade, do duplo papel do monge como aquele que ora, mas que também trabalha em prol do saber e da fé: escreve com as duas mãos porque uma transcreve o saber do homem, a outra, a palavra divina. O que seria do Ocidente europeu se os monges não tivessem se dedicado com tamanho afinco e abnegação aos labores da cópia e produção de manuscritos?


Imagem 7

Saltério de Eadwinus. Inglaterra, séc. XII. Monge copista. Trinity College, Cambridge.


Na iluminura, o “monge copista Eadwinus” assenta-se sobre uma simbólica construção que representa a Arquitetura, ou seja, o mundo construído pelo homem, afinal, seu labor silencioso e incansável foi o que mais colaborou para a formação da civilização do Ocidente medieval.[14]


Foi no interior do mosteiro, no scriptorium, que ocorreu a leitura dos textos bíblicos e canônicos para colher os frutos na produção de manuscritos. A Regra de São Bento, para a qual retorno mais uma vez, prescreveu algumas rígidas normas a respeito desta fundamental e salvadora atividade intelectual: “à leitura deveriam ser dedicadas mil e quinhentas horas anuais!”, afirmou o medievalista Ricardo da Costa em um de seus artigos.[15] Nada estranho para uma comunidade na qual “a ociosidade é inimiga da alma; por isso, em certas horas devem ocupar-se os irmãos com o trabalho manual e em outras horas com a leitura espiritual”.


Abaixo, o Capítulo 48, disserta a respeito da postura dos monges durante a Quaresma e as muitas horas dedicadas à leitura:

14. Nos dias da Quaresma, porém, da manhã até o fim da hora terceira, entreguem-se às suas leituras, e até o fim da décima hora trabalhem no que lhes for designado; 15. Nesses dias de Quaresma, recebam todos respectivamente livros da biblioteca e leiam-nos pela ordem e por inteiro; 16. Esses livros são distribuídos no início da Quaresma; 17. Antes de tudo, porém, designem-se um ou dois dos mais velhos, os quais circulem no mosteiro nas horas em que os irmãos se entregam à leitura; 18. E verão se não há, por acaso, algum irmão tomado de acedia, que se entrega ao ócio ou às conversas, e não está aplicado à leitura e não somente é inútil a si próprio como também distrai os outros.



Conclusão


O escritor italiano Cassiodoro (c. 485-580) enfatizou a importância dos monges copistas para manter o “rebanho de Deus” longe dos malefícios do pecado: “pregar aos homens com a mão, abrir línguas com os dedos, dar em silêncio salvação aos mortais e – com a cana e a tinta – lutar contra as ilícitas insinuações do diabo”.[16]


No lar dos monges, no mosteiro, o arrependido cavaleiro da Cantiga 45 e outra miríade de homens encontraram um meio de vida comunitária mais solidária, culta e espiritualizada que aquela do mundo secular extramuros.


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Fontes


AFONSO X, o Sábio. Las siete partidas. Ed. fac-símile de Salamanca, 1555. In: BOLETÍN oficial del Estado Madri, 1985.

BENTO de Núrsia. Regra de São Bento (c. 530). Ver: http://www.ricardocosta.com/traducoes/textos/regra-de-sao-bento-c-530

CASSIODORO. "Instituições, cap. 30 – sobre os copistas e a recordação da ortografia". Publicado em VIDETUR 31.

LLULL, Ramon. O Livro da Ordem de Cavalaria. São Paulo: Instituto brasileiro de filosofia e ciência Raimundo Lúlio, 2000. Ver em: http://ricardocosta.com/traducoes/textos/o-livro-da-ordem-de-cavalaria-c1274-1276


Bibliografia


AFONSO X, o Sábio. Cantigas de Santa Maria. Edição crítica de Walter Mettmann. Madri: Castalia, 1986-1989, 4 v.

ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Cia das Letras, 1993.

BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo: Globo, 2006.

COSTA, Ricardo. “O deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII).” In: LAUAND, Luiz Jean (coord.). MIRANDUM, n. 17, Ano X, 2006, p. 39-58. Disponível em: http://www.ricardocosta.com/artigo/o-deambulatorio-dos-anjos-o-claustro-do-mosteiro-de-sant-cugat-del-valles-barcelona-e-vida

DUBY, Georges. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos. São Paulo: Editora UNESP, 1999.

HOMS, Roman Piña. Alfonso, o Sábio e Ramon Llull: suas concepções da justiça e da ordem social. São Paulo: Instituto Brasileiro de Ciência e Filosofia ‘Raimundo Lúlio’ (Ramon Llull), 2013.

HUIZINGA, Johan. O outono da Idade Média. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Bauru, SP: Edusc, 2005.

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[1] AFONSO X, o Sábio. Cantigas de Santa Maria. Edição crítica de Walter Mettmann. Madri: Castalia, 1986, p. 168, 26-32. [2] BASCHET, Jérôme. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo: Globo, 2006, p. 166. [3] AFONSO X, o Sábio. Las siete partidas. Ed. fac-símile de Salamanca, 1555. In: BOLETÍN oficial del Estado Madri, 1985, p. 70. [4] LLULL, Ramon. O Livro da Ordem de Cavalaria. São Paulo: Instituto brasileiro de filosofia e ciência Raimundo Lúlio, 2000. Ver em: http://ricardocosta.com/traducoes/textos/o-livro-da-ordem-de-cavalaria-c1274-1276 [5] HOMS, Roman Piña. Alfonso, o Sábio e Ramon Llull: suas concepções da justiça e da ordem social. São Paulo: Instituto Brasileiro de Ciência e Filosofia ‘Raimundo Lúlio’ (Ramon Llull), 2013, p. 27. [6] “Imagine, de preferência duas multidões vociferantes que se lançavam uma contra a outra e que apenas pensavam em apoderar-se, pela força, do adversário, de seus cavalos, de suas armas. Elas se batiam violentamente. Esses encontros desportivos faziam tantas vítimas que a Igreja tentou, em vão, proibi-los, desejando que os combatentes não se massacrassem uns aos outros e que sobrassem alguns para fazer a guerra contra os inimigos de Cristo.” DUBY, Georges. Ano 1000, ano 2000: na pista de nossos medos. São Paulo: Editora UNESP, 1999, p. 100. [7] HUIZINGA, Johan. O outono da Idade Média. São Paulo: Cosac Naify, 2010, p. 431. [8] Ver a iluminura no fac-símile do Códice de Florença: AFONSO X, 1979; ver a transcrição da Cantiga em: AFONSO X, 1986-1989, 4 v. [9] “São Bento repartiu harmoniosamente o trabalho manual, o trabalho intelectual e a atividade mais propriamente espiritual na utilização do tempo dos monges.” LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Bauru, SP: Edusc, 2005, p. 117. [10] BENTO de Núrsia. Regra de São Bento (c. 530). Ver: http://www.ricardocosta.com/traducoes/textos/regra-de-sao-bento-c-530 [11] “Não é possível eliminar da arquitetura o problema da função social: constrói-se para a vida.” ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. São Paulo: Cia das Letras, 1993, p. 288. [12] LE GOFF, 2005, p. 115-116. [13]E fezo seu mõesteiro,/u viveu en castidade.” AFONSO X, 1986, p. 171 (trad.: Bárbara Dantas). [14] “Graças a essa vida contemplativa monástica medieval, graças a esse laborioso trabalho dos copistas, graças enfim, ao hábito de ler cultivado pelos monges medievais, a civilização manteve acesa a chama do estudo e da leitura, transmitindo aos pósteros a sabedoria e o conhecimento adquiridos e herdados da Antiguidade e desenvolvidos na Idade Média.” COSTA, Ricardo. “O deambulatório dos anjos: o claustro do mosteiro de Sant Cugat del Vallès (Barcelona) e a vida cotidiana e monástica expressa em seus capitéis (séculos XII-XIII).” In: LAUAND, Luiz Jean (coord.). MIRANDUM, n. 17, Ano X, 2006, p. 39-58. Disponível em: http://www.ricardocosta.com/artigo/o-deambulatorio-dos-anjos-o-claustro-do-mosteiro-de-sant-cugat-del-valles-barcelona-e-vida [15] Ibid. [16] CASSIODORO. "Instituições, cap. 30 – sobre os copistas e a recordação da ortografia". Publicado em VIDETUR 31.

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* Se precisar citar, tê-lo como referência, seguir:

DANTAS, Bárbara. "O mosteiro e a função social da arquitetura religiosa: a Cantiga 45 das Cantigas de Santa Maria do rei Afonso X (século XIII)." In: SALVADOR GONZÁLEZ, José María, SILVA, Matheus Corassa da (org.). Mirabilia Ars 10, Tradição e inovação: rupturas e continuidades artísticas, 2019/1, p. 44-58. Disponível em: https://www.revistamirabilia.com/sites/default/files/ars/pdfs/03._dantas_0.pdf e https://www.barbaradantas.com/post/o-mosteiro-e-a-fun%C3%A7%C3%A3o-social-da-arquitetura-religiosa-a-cantiga-45-das-cantigas-de-santa-maria


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