(Resenha ampliada) DURANT, Will. César e Cristo. A História da Civilização. Vol. III.



Prosseguimos com nossa proposta analítica de resenhar toda a História da Civilização, monumental coleção escrita por Will e Ariel Durant a partir da década de 30 do século XX, de modo ampliado e relacionado com as sugestivas relações entre texto e imagem, história e literatura, filosofia e cultura tão típicas da perspectiva totalizante do autor.[1] As numerações de páginas entre parênteses que aparecem ao longo do texto se referem aos conteúdos do livro de Durant citados direta ou indiretamente.


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O título do livro demonstra como é bom ler um historiador da Antiguidade que realmente leu a Bíblia! Ao intitular este volume como César e Cristo, é bem provável que Will Durant (1885-1981) se inspirou na passagem bíblica em que alguns alvoroçados fariseus mostraram a Jesus uma moeda romana e o questionaram se considerava lícito pagar impostos a Roma. Calmamente, Jesus perguntou de quem é a efígie impressa na moeda, responderam que era de César. Então, disse Jesus: "O que é de César, dai a César: o que é de Deus, a Deus"[2] (p. 443).


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Durant uniu nesse livro a análise da civilização romana, dos infortúnios enfrentados pelos judeus e da História em torno do reino de Deus ofertado por Jesus. César e Cristo como os dois lados de uma mesma moeda: César é a metáfora dos soberanos de nosso mundo e representa todas as nossas contradições; já o reino prometido por Cristo "não é deste mundo" (p. 442) e oferece a paz que o ser humano jamais encontrou no reino de César:


"Meu reino não é deste mundo. / Se meu reino fosse deste mundo, / meus súditos teriam combatido para que eu não fosse entregue aos judeus. / Mas meu reino não é daqui." [3]


O 3º volume da História da Civilização revela como foram os derradeiros séculos da Antiguidade na Europa, no Norte da África e em algumas regiões do Oriente Próximo. Na verdade, a Antiguidade terminou e outra Era começou devido, exatamente, àquele embate entre o que era de César e o que era de Cristo.


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Seria injusto oferecer a Gaius Julius Caesar (100-44 a.C.), mais conhecido como Júlio César, o título de melhor militar e governante da Roma Antiga. Há muitos exemplos de façanhas militares e de bons governos no interior da milenar história da civilização fundada e ampliada a partir de Roma. Nem o próprio livro de Durant daria conta de todos os exemplos de conduta militar e política romanas que chegaram até nós e fazem a alegria dos mais dedicados estudiosos das artes de batalhar com armas ou com palavras.


Durant concordaria que as realizações de Júlio César foram sem precedentes e memoráveis, por isso, o historiador considera César "um dos mais hábeis, mais bravos, mais honestos e esclarecidos políticos do mundo" (p. 153). Logo, é justificável a fama que César adquiriu em vida e, mais ainda, logo após sua morte. Como observamos na famosa saudação que o imperador Cláudio (10 a.C.-54 d.C.) recebeu dos seus combatentes: "Ave, Caesar! Morituri salutamus te - Salve César! Nós que vamos morrer te saudamos" (p. 214). Além disso, quando o imperador Adriano (76-138 a.C.) conferiu a seu herdeiro, Antonino Pio (86-161 a.C.), o título de Caesar, inaugurou uma prática historicamente longa: o imperador ostentar o título de Augustus e o herdeiro do trono, o de Caesar (p. 330).


Um século antes de Cristo, nasceu o mais famoso César da família dos Júlios, nome de uma antiga e nobre estirpe da Itália. Ou seja, antes de Júlio César, existiram outros Césares na parentela. Por conta disso, Durant adverte que é um equívoco associar a cesariana - a operação cirúrgica para partos - com o seu sobrenome, pelo fato de que o termo César tinha relação com seus familiares antepassados (p. 132) e a cirurgia já existia no tempo de Numa Pompílio (753-673 a.C.) - sabino que governou política e religiosamente uma Roma próxima da época de sua fundação e sob domínio dos etruscos (p. 11).


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Busto de Júlio César, mármore, c. 30-20 a.C. Museu do Vaticano - Itália.


Júlio César seguiu o protocolo instituído pelos romanos que aliava a carreira militar a cargos políticos. Caminho traçado gerações antes dele, ainda na República (508-30 a.C.), seguido no Principado e nos tempos do Império (30 a.C.-325 d.C.). Após o mínimo de 10 anos lutando nas fileiras do exército, o cidadão romano podia ingressar na carreira política por meio de eleições a cargos temporários. Inicialmente, como questor, o qual administrava os gastos públicos; seguido do cargo de edil, encarregado das construções e do controle das delegacias de polícia, dos jogos públicos e até dos bordéis; se tudo desse certo, seria eleito como um pretor, isto é, entre aqueles que conduziam os exércitos em tempos de guerra e eram juízes em tempos de paz; para alcançar o topo do poder político (que continuava militar), o cidadão ainda tinha de ser eleito censor, quer seja, avaliador dos candidatos aos cargos "de tal cursus honorum, ou sequência de funções" (p. 25).


Depois de tudo isso, era comum almejar o cargo de cônsul, distinta função envolta em um caráter religioso, embora, na prática, fosse um misto de líder político e militar, em concordância se a época era de administrar a paz e ou de promover a guerra. Os tribunos da plebe, por sua vez, tinham a função de "proteger o povo contra o governo" (p. 26). Por plebe, Durant explica que caracteriza a população que trabalhava no variegado ramo de serviços e negócios: desde o professor e o camponês, bem como o comerciante ou o médico. Os plebeus também eram chamados de proletarii - termo associado ao número de filhos (proles). Essa relação originou um tratado no qual se estabeleceu que os proletarii, isto é, a plebe, eram aqueles que "nada oferecem ao Estado além de filhos" (p. 262).


Os tribunos da plebe tinham várias funções, entre elas, assegurar a legalidade nos julgamentos e promover o habeas-corpus, direito de proteção e asilo; os 10 tribunos eram sacrosancti, por isso, atentar contra eles era crime capital e um sacrilégio; eles assistiam silenciosamente às reuniões do Senado, divulgavam as decisões e, caso concordassem em discordar, praticavam seu direito ao veto - "eu proíbo" (p. 26).


Já o cargo de senador vitalício fez da política romana uma arena de gladiadores; manteve-se na república, no principado e na monarquia; grande parte deles chegavam ao Senado com a experiência de procônsul, isto é, como governantes de províncias distantes; outros foram magistrados ou comandantes de legiões; e quase todos vinham de famílias que há muitas gerações ofereciam a Roma seus "estadistas e generais". Foi devido ao poder do Senado romano que certas determinações políticas "se prolongavam por gerações e até séculos". Em 280 a.C., por exemplo, Cinéias escreveu que, após assistir uma sessão do Senado, a reunião daqueles homens pareceu-lhe "uma verdadeira assembleia de reis" (p. 24).


César foi questor na Espanha e edil em Roma, ocasião na qual aproveitou para adornar o Fórum com novas construções, distribuir trigo aos pobres e promover grandes jogos para divertimento da populaça, a famosa política do "pão e circo" que o escritor Juvenal (55- c. 127) chamou de panem et circenses e criticou em suas Sátiras (p. 343). Ainda como pretor em Roma, César processou um político por "dilapidação de fundos públicos" (p. 134). De volta à Espanha, dirigiu campanhas militares e trouxe para Roma despojos suficientes para encher o Tesouro Público e pagar suas próprias dívidas. Por esse motivo, o Senado votou-lhe a realização de seu primeiro Triunfo.


Para ser eleito cônsul, César distribuiu subornos, articulou pactos e conseguiu dividir o consulado com Marco Calpúrnio Bíbulo (102-48 a.C.). O povo, rindo-se, dizia que não era o consulado de César e Bíbulo, mas o "consulado de Júlio e César" (p. 135). Antes de terminar seu tempo como cônsul, César se dirigiu para a Gália - hoje, Norte da Itália e Sul da França (p. 138). Sob o pretexto de salvar a região da invasão dos germânicos, César não só impediu a invasão como anexou como província romana todo o território dos gauleses, pois convenceu-os de que a paz era melhor que a liberdade (p. 139).


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Alguns anos depois, quase todas as tribos gaulesas se reuniram contra o domínio romano sob a liderança de Vercingetorix (80-46 a.C.). O próprio César enalteceu a valentia dos gauleses nos seus Comentários (p. 140) e as histórias em quadrinhos que contam as aventuras de dois valentes gauleses, Asterix e Obelix, tiveram como inspiração os "bigodudos" (p. 287) guerreiros da Gália, os quais tornaram precária a situação de César. Durant afirma que aquela guerra foi "o ponto mais baixo da sorte de César" (p. 139).


Contudo, a resistência das tribos da Gália não durou muito. Plutarco (46-120 d.C.) - historiador que nasceu na província grega de Roma e presenciou as homenagens dos romanos ao legado grego enquanto saqueavam sua arte (p. 378) - escreveu sobre as batalhas entre os gauleses e as legiões de César. Nas Vidas Paralelas, o historiador comparou "os grandes vivos e os grandes mortos" (p. 379). Na obra onde compara as realizações de Alexandre Magno (356-323 a.C.) com as de Júlio César, Plutarco conta como César empreendeu a capitulação de Alésia, a rendição de Vercingetorix e a futura exposição desse prisioneiro no Triunfo em Roma:


Vercingetorix, alma de toda essa guerra, vestiu-se de sua melhor armadura e saiu da cidade sobre um cavalo ornado com magnificência; em seguida, depois de ter feito seu cavalo dar voltas em torno de César, que estava sentado no assento próprio de sua magistratura, saltou ao chão, despiu-se de todas as armas e foi colocar-se aos pés de César, ficando calado. César deixou-o sob a guarda dos soldados, reservando-o para o triunfo.[4]


Plutarco relata que, dias antes do Triunfo, o exército de César estacionou nos arredores de Roma.[5] Durant afirma que uma lei regia que o triumphator só podia adentrar a cidade no dia do evento (p. 134). Esse ato também foi respeitado por outros generais que foram recebidos em cidades romanas em uma Entrada Triunfal. A exemplo de Pompeu (106-48 a.C.), contemporâneo de César que deixou o Senado especialmente apreensivo, pois retornou a Roma "à frente de um exército que o amava e a um gesto seu o faria ditador" (p. 135). Pompeu vinha do Oriente e trazia consigo despojos das novas províncias romanas fruto de suas vitórias militares e diplomáticas, entre elas a pacificação da Palestina, terra dos judeus.


Como a política e sua maior aliada, a guerra, estavam ligadas à religião, a Entrada Triunfal tomou a forma de honra pública e solene prestada pelo povo e pelo governo aos generais vencedores e, por essa razão, a festividade ganhou ares de procissão.[6] Para marcar a ocasião, foram erigidos os Arcos do Triunfo. O ápice da festividade era quando o exército passava sob os monumentais arcos erigidos em honra daqueles que elevavam o poder de Roma (p. 66). O Arco do Triunfo se tornou elemento arquitetônico distintivo de várias cidades romanas.[7] Alguns ainda existem e são grandiosos marcos de um passado distante, mas que ainda se faz presente.


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Arco de Tito, c. 82. Roma.


O Arco de Tito (39-81), por exemplo, foi uma homenagem do imperador Vespasiano (9-79) para o seu filho mais velho e sucessor no trono. Tito foi enviado à Palestina como general à frente das legiões que tinham como objetivo suprimir mais uma rebelião dos judeus. "Tito capturou Jerusalém e voltou a Roma", escreveu Durant. "Majestosa procissão triunfal precedeu o desfile de inúmeros prisioneiros e despojos, e foi erigido o famoso Arco de Tito para comemorar o feito" (p. 227).


Até aqui, dá para se ter uma ideia de que a "guerra foi a mais dramática feição da vida romana" (p. 66). Favorino, um dos filósofos que viviam em torno do imperador Adriano, quando repreendido pelos seus colegas por aceitar um argumento errôneo do imperador "respondeu que qualquer homem que tem atrás de si 30 legiões deve ter razão" (p. 325).


Eram as legiões que garantiam a subida naquele longo processo necessário para alçar os mais distintivos cargos militares e políticos romanos. Duas legiões formadas por infantaria, cavalaria e outros grupos auxiliares era o exército do cônsul (p. 28). Restrito a casos excepcionais ligados a tempos perigosos, o Senado podia eleger um ditador para atuar com poder absoluto somente no período necessário para restaurar a ordem. Mas, quando César violou essa norma, mesmo após ser assassinado por Bruto e outros senadores, "a República voltou a ser uma Monarquia" (p. 26).


Foram muitas as causas do triste fim de Júlio César, uma delas foi o fato de que ele era querido pelo povo e pelo exército, o que ameaçava o poder do Senado; além disso, César parecia muito à vontade com a toga púrpura, a coroa de louros e o título de imperator - comandante supremo de todas as forças do Estado (p. 150/154 / 169), o que tinha jeito de despotismo. Por esses e outros motivos, os aristocratas decidiram matá-lo (p. 153).


No decorrer de um mês os conspiradores planejaram o atentado e buscaram mais aliados. Sem demora, Gaio Cássio Longino (83-42 a.C.) procurou Marco Júnio Bruto (85-42 a.C.), filho bastardo, segundo o historiador Apiano (95-165), ou adotivo de César, de acordo com Plutarco (p. 154). Bruto estava ciente de que a eliminação violenta de um tirano era um costume firmado pelo tempo, aceito pelos gregos e, depois, pelos romanos. Alguns dias depois de receber o sombrio convite, Bruto escreveu a um amigo: "Querem que não toleremos um tirano, mesmo que seja nosso próprio pai" (p. 155).


No dia 15 de março de 44, César vestiu sua toga púrpura e seguiu para a sessão do Senado. Assim que entrou e se sentou, todos os presentes se atiraram sobre ele, adagas em punho. César, conta Apiano, ainda tentou se defender, mas quando viu Bruto entre os assassinos, disse: "Também tu, meu filho?"; então, cobriu o rosto e "entregou-se aos golpes" (p. 155).


Durant conta que César ignorou diversos avisos deste e do outro mundo: Calpúrnia (75-? a.C.), sua esposa, teria dito a César que teve um sonho ruim na noite anterior e pediu para que ele não saísse de casa; os historiadores Suetônio (69-141), Apiano e Plutarco concordam que, no caminho, um adivinho disse a César para ter "cuidado com os idos de março"; por fim, antes de entrar no edifício, deram-lhe um bilhete avisando-o sobre o plano, mas ele não o leu (p. 155).


No dia seguinte, "os libertadores" - inclusive Bruto - tentaram justificar o feito para uma multidão indignada que tomou o Fórum; não receberam o apoio esperado e "depois que a multidão se dispersou esgueiraram-se para suas casas". Marco Antônio (83-30 a.C.), general amigo de César, acreditava ser seu herdeiro, então adiantou-se e recolheu os documentos do falecido que estavam com Calpúrnia, além de, secretamente, mandar reagrupar os veteranos das legiões de César (p. 155-156).


Porém, ninguém imaginava o surpreendente conteúdo do testamento de César, guardado sob a proteção das Virgens Vestais - sacerdotisas da deusa Vesta, a deidade encarregada de manter aceso o fogo sagrado da cidade (p. 50). Quatro dias depois do assassinato, Antônio, "com espanto e cólera", leu para alguns mais íntimos o texto: a fortuna de César seria dividida entre os três sobrinhos e "nomeava um deles, Caio Otávio, como seu filho adotivo e herdeiro"; no dia seguinte, durante as honras fúnebres no Fórum, Antônio - mesmo contrariado - leu para a multidão o testamento; a comoção popular explodiu em balbúrdia quando, dramaticamente, o general ergueu o manto de César e mostrou os diversos rombos feitos pelas adagas e as enormes manchas de sangue (p. 157).


"Antônio era metade do que César fora, como Augusto seria a outra metade; Antônio, um bom general - Augusto, um grande estadista; nem um nem outro podiam ser simultaneamente as duas coisas" (p. 157). Sem tardar, ambos iniciaram a vingança contra os algozes de César. Antônio, "sorrindo triunfalmente" (p. 160), recebeu de alguns legionários a cabeça e a mão direita de Cícero (106-43 a.C.).

Ainda em vida, Cícero gozou do título de maior orador e escritor entre os romanos. Durant, inclusive, afirmou ser de Cícero o mérito de engrandecer o vocabulário e embelezar a língua latina. Muito vaidoso, Cícero alternou-se em elogiar e atacar César, a depender dos ganhos políticos e financeiros em vista, Durant sugeriu que a razão disso era que, na verdade, Cícero nunca aceitou que César era mais famoso que ele (p. 131).


Antônio continuou sua busca pelos assassinos. Cerca de dois anos após a morte de César, em Filipos, na província romana da Macedônia, o exército de Antônio enfraqueceu e começou a perseguir as tropas de Bruto. Vendo que se aproximava do fim, Bruto atirou-se contra uma espada e morreu. "Antônio deteve-se diante de seu cadáver e cobriu-o com seu próprio manto púrpura. Tinham sido amigos, bons amigos" (p. 160).


Poucos sucessores fizeram tão jus ao legado recebido quanto Caio Otávio (63-14 a.C.). Para Durant, ele foi "o maior de todos os estadistas da história romana". Com apenas 18 anos, tomou para si a responsabilidade que César lhe ofereceu e surpreendeu a todos ao ser implacável com aqueles que, aproveitando-se da situação, tentaram ameaçar a unidade política e o poder de Roma. Tudo isso, "na silenciosa resolução de vingar-lhe a morte e completar-lhe a obra" (p. 157-158).


Passou a chamar-se Caio Júlio César Otaviano (p. 158). Eliminados os traidores, ele se voltou contra o seu antigo aliado, Marco Antônio. Isso ocorreu por dois motivos: por causa do grande poder militar que Antônio tinha a seu favor e, sobretudo, porque aliara-se com a enigmática e poderosa soberana do Egito, Cleópatra (69-30 a.C.). Otávio viu naquela união de forças mais que um caso amoroso, era uma ameaça à Roma.


Pouco adiantou a Cleópatra usar sua "sensualidade oriental" para conquistar os dois maiores generais romanos de então, visto que, um após o outro, enlaçou em seus braços tanto César quanto Marco Antônio. "César sentiu-se cativo da coragem e agudeza de Cleópatra" (p. 147). Por seu lado, Antônio - que depois da vitória em Filipos, recebeu o governo do Egito, da Grécia e do Oriente - intimou a presença de Cleópatra para dar-lhe certas explicações e ela "veio, mas quando quis e como quis" (p. 161). Ela seduziu-o com seu charme e dinheiro, a ponto de Antônio requerer via carta o divórcio com Otávia e, sem esperar a resposta da esposa instalada em Roma, casou-se com Cleópatra (p. 162).

Mas, Cleópatra não contou com a fria inteligência e estratégia de outro César, o herdeiro do sobrenome e do talento de Júlio César para as artes da guerra e do governo. Como toda a Itália, Otávio se ofendeu quando Antônio, após anexar a Armênia, realizou um Triunfo em Alexandria. Então, Otávio declarou guerra contra Cleópatra para manter a "independência da Itália" contra o desejo imperialista da soberana egípcia (p. 162).